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01/03/2012

GRAVE: Empresa paulista é flagrada reutilizando item hospitalar


Sterimed Serviços de Esterilização, no interior, tinha seringas e cateteres usados


Estado fará força-tarefa para vistoriar 300 hospitais e unidades de saúde que tinham contrato com a empresa


Uma empresa que presta serviço para cerca de 300 instituições de saúde de São Paulo foi flagrada ao reutilizar material hospitalar, como seringas e cateteres.

Após uma blitz, na semana passada, a Secretaria de Estado da Saúde multou e suspendeu as atividades da Sterimed Serviços de Esterilização, com sede na cidade de Cedral (424 km de SP).

A secretaria agora fará uma força-tarefa para vistoriar as cerca de 300 unidades de saúde que mantinham contrato com a Sterimed.

As unidades de saúde, entre elas hospitais, são do interior. A secretaria deu um prazo de 48 horas para que a empresa forneça os 300 nomes.

Para Isac Jorge Filho, do Cremesp (Conselho Regional de Medicina de SP) de Ribeirão Preto (313 km de SP), o ato é criminoso e expõe pacientes a riscos de doenças graves, como a Aids. "Essa é a institucionalização do desrespeito à população."

O reprocessamento indevido foi constatado após operação de fiscais da secretaria, com apoio da Polícia Civil.

No local, constatou-se o reprocessamento e esterilização de materiais que só podem ser usados uma vez.
Entre eles, foram encontrados cinco seringas injetoras, 67 conectores de injeção e dois cateteres vasculares.
Segundo a diretora do Centro de Vigilância Sanitária, Maria Cristina Megid, o reprocessamento era feito à noite. "Encontramos materiais que já estavam embalados e prontos para serem encaminhados aos hospitais", disse.

Entre os materiais havia também um alicate para cirurgias ortopédicas com sujeira e produtos com prazo de validade vencido em 2007.

Uma tabela de preços entregue à Secretaria da Saúde aponta que a esterilização de seringas, por exemplo, custava R$ 5,75 a unidade.

A operação foi feita nos últimos dias 15 e 16, à noite, após denúncia anônima.

VISTORIA

Os hospitais e unidades de saúde que mantinham contrato com a empresa serão vistoriados e poderão ser autuados caso sejam encontrados materiais de uso único que foram reprocessados.

A Santa Casa de São Carlos (232 km de SP), o Hospital de Base de São José do Rio Preto (438 km de SP) e o Hospital São Lucas, de Ribeirão Preto, são algumas das instituições que mantiveram contrato com a Sterimed.


CRÉDITOS:
GABRIELA YAMADA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO
FOLHA ONLINE

06/12/2010

Alimentos: Brasil avança no controle de resíduos


Estabelecer os critérios para controle de substâncias que migram das embalagens plásticas para os alimentos. Esse é objetivo da Resolução RDC 51/2010 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada nesta terça-feira (30/11 ).
A norma estabelece critérios para verificar se substâncias prejudiciais à saúde humana estão migrando, em teores maiores do que os autorizados pela legislação, de embalagens e utensílios plásticos para os alimentos. Esses critérios também serão utilizados por todos os países membros do Mercosul.
Além disso, a nova regulamentação da Anvisa segue  padrões de referência  utilizados por laboratórios dos Estados Unidos e União Européia no controle sanitário de alimento. “O Brasil está alinhado com o que há de mais moderno no mundo no que diz respeito à legislação para o controle de migração de substâncias para alimentos”, explica a diretora da Anvisa, Maria Cecília Brito.
Embalagens com corantes
Os corantes também passaram por processos de análises quanto ao teor da substância nos alimentos. A RDC 52/2010, publicada em 01/12, no Diário Oficial da União, trata sobre os critérios para utilização de corantes em embalagens e equipamentos plásticos destinados ao contato com alimentos.
Os critérios incluem limites para migração de substâncias das embalagens para os alimentos e métodos para determinação desta migração, assim como critérios de pureza e níveis máximos permitidos para o uso de alguns corantes.
Controle sanitário
No Brasil, o controle sanitário de alimentos expostos ao consumo humano é realizado pelas Vigilâncias Sanitárias de estados e municípios.  Esses órgãos realizam coleta de alimentos no varejo e encaminham para análise em laboratórios oficiais.
O objetivo é verificar se os alimentos não apresentam risco para a saúde da população. A partir de agora, os critérios estabelecidos pela Resolução RDC 51/2010 da Anvisa devem ser utilizados para determinar a migração de substâncias de embalagens e equipamentos plásticos para os alimentos.




Fonte.: ANVISA