A missão da VISA é promover e proteger a saúde da população, garantindo os direitos constitucionais do cidadão e defendendo a vida. Seu objetivo é proteger e promover a saúde, evitando incapacidades e doenças.

07/06/2011

Consumo de “ração humana” pode ser prejudicial à saúde


Pessoas que substituem refeições pelo consumo da chamada “ração humana” estão colocando a saúde em risco. É que esses produtos não fornecem todos os nutrientes necessários para uma alimentação adequada. 

O alerta está no informe técnico, publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), no último dia 20 de maio. De acordo com a diretora da Agência, Maria Cecília Brito, “a substituição de refeições sem a orientação de profissionais de saúde pode gerar danos, como a anemia, devido à carência de nutrientes”.

As formulações, popularmente conhecidas como “ração humana”, são, geralmente, compostas por mistura de diferentes cereais, farinhas, farelos, fibras e outros ingredientes, como: guaraná em pó, gelatina em pó, cacau em pó, levedo de cerveja, extrato de soja, linhaça e gergelim.  “O consumo de produtos com alto teor de fibras, como misturas de cereais, farinhas e farelos, deve estar inserido no contexto de uma alimentação diversificada e saudável”, orienta a diretora da Anvisa.

O informe técnico da Agência destaca, ainda, que a expressão “ração humana” não pode ser utilizada como denominação de venda desses produtos. Isso porque o uso dessa expressão pode gerar dúvidas nos consumidores, uma vez que não indica a verdadeira natureza e característica desse alimento.

Além disso, alegações de propriedades medicamentosas, terapêuticas e relativas a emagrecimento não podem constar do rótulo ou material publicitário do produto. “Vale destacar que não é permitida, na formulação de alimentos, a utilização de substâncias farmacológicas e fitoterápicas, tais como ginseng, ginkgo biloba e sene”, afirma Maria Cecília.

A empresa que desejar comercializar produtos com alegações de propriedades funcionais e ou de saúde deve solicitar registro desses produtos junto à Anvisa. Durante o processo de análise do pedido de registro, a Agência irá verificar a segurança e eficácia. Além disso, a empresa terá que comprovar que o produto realmente cumpre a alegação que promete. Apenas depois de conseguir o registro, o alimento poderá ser colocado a venda.

As empresas que não cumprirem as exigências estão sujeitas a pagar multas de até R$ 1,5 milhão.
Confira aqui a íntegra do Informe Técnico 46/2011 da Anvisa.

Fonte.: ANVISA

03/06/2011

Ministério da Saúde e Anvisa divulgam esclarecimentos sobre E. coli

O Ministério da Saúde e a Anvisa divulgaram nesta sexta-feira (3/6) uma nota técnica com esclarecimentos sobre o surto por bactéria E. coli ocorrido na Europa. De acordo com as primeiras orientações, se trata de um cepa rara da bactéria e as informações estão sendo acompanhadas em tempo real pelas autoridades brasileiras. Até o momento não serão adotadas medidas restritivas pela Anvisa. De acordo com o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), o Brasil não importa os três alimentos atualmente indicados como mais prováveis fontes da contaminação.


Quanto aos alimentos em conserva importados da Europa, deve-se esclarecer que esses alimentos não estão comumente associados a surtos dessa natureza. Para os viajantes que estejam se dirigindo à Alemanha, é recomendável evitar consumir vegetais crus, em especial, pepinos, tomates e alfaces, até que a origem do surto seja confirmada. Além disso, os viajantes devem estar atentos a outras recomendações das autoridades alemãs.

Anvisa esclarece dúvidas sobre bactéria E. coli


Entrevista com Maria Cecília Brito, diretora da Anvisa.
Qual o papel da Anvisa nessa questão do surto detectado na Europa? 

A Anvisa tem um papel fundamental de colocar todas as ferramentas de monitoramento e informação desta área, que é a comunicação de risco, em benefício da população. É importante trabalhar a comunicação do risco e coordenar o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária (SNVS) para que em todos os estados e os municípios, e as pessoas que atuam em  Vigilância saibam como agir. Vamos continuar fazendo a análise do comportamento deste risco, avaliando as bases científicas, procurando as redes de informações e as notícias que chegam da mídia internacional. Vamos trabalhar com os portos e os aeroportos. A principal função  do SNVS é vigiar todo o tempo para orientar a população sobre o que fazer.


A Anvisa mantém contato com as autoridades em saúde de outras parte do mundo para saber, em tempo real, o que está acontecendo?

Fazemos parte de duas redes importantes de informação, alimentados pelo governo brasileiro e por organismos internacionais. Uma delas é a Infosan, a Rede Internacional de Autoridades em Inocuidade de Alimentos da Organização Mundial de Saúde (OMS), da qual somos os pontos focais no Brasil e diariamente vigiamos situações novas que acontecem no mundo. Também compartilhamos com o Ministério da Saúde todas as informações obtidas no Brasil através do CIEVS (Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde). Com essas duas redes nós temos acesso a todas as informações necessárias para dar a melhor resposta para este tipo de risco.


O que é a bactéria E  coli?

Essa é uma bactéria que convive com os seres humanos e os animais. Normalmente é inofensiva, mas essa relacionada ao surto na Europa é uma cepa rara que nesse momento é de grande relevância para a saúde pública.


O que já sabemos sobre esta cepa?

A primeira coisa que já sabemos é que ela já foi registrada em outros momentos, mas não em surtos dessa proporção e da forma como está acontecendo. Esse tipo de bactéria, quando causa infecções, está mais relacionado aos alimentos de origem animal. Neste surto estamos vendo mais casos em adultos e os alimentos possivelmente envolvidos são de origem vegetal.


Qual a orientação para a população, onde buscar informações?

A Anvisa e o Ministério da Saúde estão tratando de atualizar a todo momento as informações. A população deve ficar atenta, pois estamos com orientações à disposição. Nossa preocupação é que o surto ainda está ativo, ou seja, o número de casos continua aumentando e enquanto isso existe motivo para que tenhamos uma comunicação direta com a população.


Pode haver alguma mudança de orientação se novas informações surgirem?

Certamente e estaremos prontos para fazer isso a qualquer momento.

Fonte.: ANVISA

31/05/2011

DIA MUNDIAL SEM TABACO: Brasileiros estão cada vez mais cientes dos malefícios do cigarro



Estimativas revelam que, por ano, mais de cinco milhões de pessoas no mundo morrem em decorrência de doenças provocadas pelo cigarro. Alguns países, no entanto, vêm conseguindo reverter tal índice graças a campanhas efetivas de combate ao fumo. No Brasil, segundo dados do Vigitel, pesquisa do Ministério da Saúde, nos últimos cinco anos, a proporção de fumantes na população brasileira caiu de 16 vírgula dois por cento para 15 vírgula um por cento, com redução mais expressiva entre os homens. Para o pneumologista da Divisão de Controle de Tabagismo do INCA, Ricardo Meirelles, a queda comprova uma mudança na forma de pensar do brasileiro.

Pneumologista da Divisão de Controle de Tabagismo do INCA, Ricardo Meirelles
"Em 2008 foi feita uma pesquisa em todo o país que mostrou uma prevalência de fumantes adultos em torno de 17 por cento. Em 1989 essa prevalência era de 32 por cento. Então a gente está numa queda, o número de fumantes no Brasil está percentualmente caindo. O brasileiro está consciente de que o tabagismo é uma doença que visivelmente não é bom pra ele. Nós temos  uma pesquisa  que mostra que 80 por cento dos brasileiros querem parar de fumar. "

Nesta terça-feira, 31 de maio, é comemorado o Dia Mundial Sem Tabaco, data criada pela OMS justamente para alertar a população sobre os riscos à saúde provocados pelo cigarro. Ricardo Meirelles, do INCA, reforça o alerta:

Pneumologista da Divisão de Controle de Tabagismo do INCA, Ricardo Meirelles
"Tabagismo é uma doença, é uma dependência à nicotina. A nicotina é uma droga, que age no cérebro como se fosse cocaína, heroína, maconha, crack, etc, e nós sabemos que, quanto mais tempo ele fumar, quanto mais cigarros ele fumar, mais chances ele vai ter de adoecer."

O pneumologista Ricardo Meirelles lembrou também que a rede do Sistema Único de Saúde oferece tratamento gratuito contra o tabagismo em todo o Brasil. Para mais informações, basta ligar para o DISQUE PARE DE FUMAR no 0 800 703 70 33, ou então, acessar o site www.inca.gov.br.

Reportagem, Débora Rocha

27/05/2011

Treinamento orienta sobre o uso da Talidomida


A Anvisa promoverá, nesta quinta (26/5) e sexta-feira (27/5), treinamento sobre os mecanismos de controle e de prescrição do medicamento Talidomida. O encontro será realizado no auditório da Agência, em Brasília, e as inscrições devem ser feitas pelo endereço eletrônico med.controlados@anvisa.gov.br.

O objetivo da atividade é capacitar os profissionais de Saúde que lidam direta ou indiretamente com a Talidomida para trabalhar com as novas normas para uso do medicamento, descritas na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) no11, publicada em março deste ano.

Mecanismos mais rígidos de monitoramento e de acesso ao medicamento, bem como mudanças na embalagem para alertar aos pacientes sobre os riscos ao desenvolvimento do feto provocados pela Talidomida são algumas das medidas descritas na RDC 11/2011, que entrará em vigor no próximo dia 21 de junho.

A talidomida é uma droga que foi sintetizada pela primeira vez na antiga Alemanha Oriental na década de 50. A medicação foi vendida sem receita, em diversos países, para diminuir os enjôos típicos do início da gravidez.

A partir do final dos anos 50 e no início da década de 60, nasceram milhares de crianças com má formação nos membros inferiores e superiores. A causa era o uso da Talidomida pelas gestantes, que recebeu o nome de Síndrome da Talidomida Fetal ou Síndrome da Talidomida.

Ainda na década de 60, foi descoberto que alguns pacientes com a Doença de Hansen se beneficiavam com o uso da Talidomida, porque reduzia a dor e as lesões típicas da hanseníase.

No Brasil, a Talidomida não é comercializada. A droga é distribuída pelos programas do Sistema Único de Saúde, em postos, centros e hospitais. Há um único produtor do medicamento no país, a Fundação Ezequiel Dias (Funed), laboratório público.

Confira aqui a programação

Data: 26 e 27/5/2011
Horário: A partir das 8h30
Local: Auditório da Anvisa. Setor de Indústria e Abastecimento; Trecho 5; Brasília
Imprensa / Anvisa